Vendas do comércio brasiliense tiveram leve queda em abril

As vendas do comércio brasiliense registraram queda de -1,17% em abril de 2017 na comparação com março. No entanto, as vendas do setor de serviços tiveram alta de 0,46%. Já na comparação com o mesmo período do ano passado (abril 2017/ abril 2016), o comércio apresentou declínio de -15,7% e o setor de serviços registou retração de -14,37%. No acumulado dos últimos 12 meses, a queda é de -5,64% em comércio e -7,74% em serviços. É o que mostra a Pesquisa Conjuntural de Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal, realizada pelo Instituto Fecomércio com apoio do Sebrae, em 900 empresas de 26 segmentos.

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O presidente da Fecomércio, Adelmir Santana, explica que entre os 26 segmentos pesquisados, 15 tiveram variação negativa de vendas, ou seja, 57,69% dos segmentos avaliados tiveram queda de faturamento. “O desempenho negativo vem refletindo o menor poder de compra da população, tanto pela redução da renda real quanto por pressão inflacionária e maior restrição do acesso ao crédito. O segmento de móveis, por exemplo, teve a maior queda do ano no mês de abril, chegando à queda de -7,59% ”, ressalta Adelmir.

Entre o segmentos que registraram crescimento nas vendas estão: Artigos de Armarinho, Suvenires e Bijuterias (5,40%); Auto Peças e Acessórios (4,61%); Suprimento de Informática (1,99%); Calçados (1,79%); Vestuário e Acessórios (0,28%); Comércio Varejista de Bebidas (0,17%) e Cama, Mesa e Banho (0,10%). Já os que registraram queda nas vendas em abril estão: Livraria e Papelaria (-18,00%); Móveis (-7,56%); Joalheria (-6,27%); Material de Construção (-3,32%); Minimercados, Mercearias e Armazéns (-1,43%); Cosméticos e Perfumaria (-1,29%); Ótica (-1,28%); Ferragens e Ferramentas (-0,65%); Padaria e Confeitaria (-0,31%) e Farmácia (-0,01%).

No setor de serviços, a maioria dos segmentos apresentaram queda nas vendas em abril: Promoção (-4,18%); seguido de Manutenção e Serviços para TI (-2,93%); Atividades de Condicionamento Físico (-2,91%); Capacitação e Treinamento (-2,60%) e Bares, Restaurantes e Lanchonetes (-0,34%). Já os segmentos que apresentaram crescimento foram: Atividade de Contabilidade (6,79%); Cabeleireiros (6,18%); Sonorização, Fotografias e Iluminação (5,76%) e Organização de Feiras, Congressos e Festas (-5,71%).

A Pesquisa Conjuntural procura acompanhar, de forma sintética e sistemática, o quadro evolutivo das atividades do Comércio Varejista e Serviços de Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal. Os indicadores aferidos auxiliam na identificação dos segmentos que apresentaram melhor e pior desempenhos, assim como os fatores macroeconômicos que influenciam a economia local, dando um olhar técnico, porém com a subjetividade inerente a quem conhece e vive a realidade do mercado do DF.