Rolezinho na boa

por acm

Adelmir Santana 
Presidente da Fecomércio-DF, entidade que administra o Sesc, o Senac e o Instituto Fecomércio no Distrito Federal.


Obrigar os jovens a permanecerem trancafiados em suas residências é, no mínimo, um retrocesso. O direito de ir e vir é uma garantia constitucional. Esse preceito não pode ser quebrado para satisfazer o desejo excludente de uma pequena parcela da sociedade que pensa de forma preconceituosa. Por outro lado, também não podemos perder de vista o respeito à ordem e à democracia.

Qualquer manifestação deve ser feita de forma pacífica. O que mais me preocupa nesse fenômeno do rolezinho é a possibilidade de infiltração de grupos violentos e a constatação, mais uma vez, da absoluta ineficiência do governo.

O Estado demonstra não ser capaz de oferecer serviços básicos para a população, tampouco opções de emprego, educação, cultura e lazer para uma juventude abandonada.

Além de trabalhar e estudar, os jovens também querem namorar e se divertir. Os shoppings são locais apropriados para isso e costumam ser bastante seguros. A violência surge quando uma repressão sem fundamento é desencadeada ou quando grandes aglomerações são formadas sem uma devida organização.

Foi o que nós vimos durante as manifestações de rua do ano passado. Não devemos repetir os mesmos erros. É uma boa hora para as autoridades demonstrarem que aprenderam alguma coisa.

As semelhanças entre os protestos e os rolezinhos estão na convocação dos eventos e na ausência de lideranças.

O convite feito pelas redes sociais permite a participação de milhares de pessoas e a formação dessas multidões desorganizadas facilita a atuação dos vândalos e criminosos.

Esses são os grupos que devem ser monitorados, presos e combatidos.

Quanto aos rolezinhos, devem permanecer pacíficos e irreverentes, próprios da juventude, lembrando que shopping é o lugar adequado para passear e consumir. Vamos protestar nas urnas e mostrar para o governo aquilo que a música dos Titãs já dizia: a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte.


Publicado originalmente no Jornal de Brasília 20/01/2014.

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