Representantes do setor de TI discutem o tema compliance e o código de conduta anticorrupção das empresas

A Câmara Temática de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da Fecomércio-DF e o Sebrae-DF promoveram na noite desta quarta-feira (11), no auditório da Fecomércio, o III Encontro de Negócios – Compliance.  Aprovada em 2013 e regulamentada em 2015, a Lei Anticorrupção trouxe um novo termo para o cotidiano das empresas: compliance. O conceito foi discutido durante o encontro e corresponde a um conjunto de medidas internas, adotadas por determinada pessoa jurídica, que permitem que a mesma diminua seu risco de violar a lei e consiga detectar possíveis desvios de conduta ou infrações mais rapidamente. Por meio desses programas, empresas deixam claro seus valores e princípios, propondo uma mudança da cultura corporativa.

Evento Compliance_10-05-2017-2959

Na abertura do evento, o presidente da Fecomércio, Adelmir Santana, destacou que os debates sobre o tema compliance são interessantes para levantar problemas e propostas de melhorias nas empresas. “É evidente a necessidade de aprimoramento no sistema de compras públicas, que envolvem licitações para obras, serviços, compras de equipamentos e materiais. É preciso haver transparência nesses processos. Além disso, os códigos de conduta e governança devem ser observados por todos, principalmente, pela administração das empresas.”

De acordo com Adelmir, os ambientes de trabalho estão ficando cada vez mais complexos, por isso, os empresários de TI necessitam cada vez mais de soluções, que os ajudem a otimizar e gerenciar a tecnologia que possuem. “Esse conjunto de disciplinas para o negócio e para as atividades da instituição ou empresa, tem como objetivo evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou inconformidade que possa colocar em risco o empreendimento”, disse Adelmir.

No evento, os palestrantes debateram aspectos jurídicos e práticos da atuação dos compliances nas empresas de Tecnologia da Informação. Segundo o presidente da Câmara de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da Fecomércio-DF, Marco Túlio Chaparro, o tema, apesar de estar na moda, não é tão conhecido pelas empresas brasileiras. “A compliance hoje é toda uma gestão de riscos, desde a parte de contratos feitos na empresa até um dos principais itens que é a anti-corrupção. As pequenas e médias empresas também são as mais beneficiadas com o compliance. Isso porque elas não necessariamente precisam fazer um planejamento de compliance tão complexo, mas precisam saber quais os riscos poderão sofrer em seu negócio”, explicou Marco Tulio.

Na opinião do presidente do Sindicato das Empresas de Serviços de Informática do Distrito Federal (Sindisei), Charles Dickens, toda empresa precisa de segurança jurídica. Segundo Charles, compliance é necessária dentro de uma empresa para que as coisas ocorram dentro da lei, com boa conduta e com controles internos que sirvam para mediar a performance do negócio. “Este encontro teve como objetivo alertar que as empresas cumpram à risca as regras internas e externas do seu negócio e desta forma estejam em sintonia com as normas legais e diretrizes do seu segmento”, explicou Charles.

Os palestrantes convidados da noite foram o diretor de complicance da Siemens Brasil, Reynaldo Goto; o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-DF, Luíz Afonso Bermúdez; a advogada Maria Pia Bastos; o advogado Rodrigo Chia; e a coordenadora geral de integridade da Secretaria de Transparência e Prevenção da Corrupção, Renata Figueiredo.