Mais civilidade

por acm

A vida em sociedade requer pessoas civilizadas. De um tempo para cá, parece que o brasileiro tem perdido uma de suas características mais marcantes: a simpatia. Essa qualidade se manifesta por meio de gentilezas e da própria tolerância às diferenças e o respeito às leis, seja no trabalho, na família ou em qualquer outro ambiente. Em um passado não muito distante, já fomos conhecidos pela alegria de nossas manifestações culturais, pela forma agradável como nos apresentávamos na música e nos esportes. Do samba à bossa nova, das seleções campeãs à superação de cada atleta.

Mas alguma coisa se perdeu no meio do caminho. Hoje, basta ficar um segundo a mais parado diante de um sinal aberto e isso já é motivo para soarem buzinas e palavrões.Desejar um bom dia a uma pessoa se tornou uma exceção e não mais a regra. Conceder preferência aos mais velhos virou um sacrifício. Muitos também têm dificuldade em aceitar um deslize de um gar- çom ou de uma vendedora. Falta paciência e, sobretudo, educação. A vida seria muito mais fácil com cordialidade. Evitaríamos, inclusive, as agressões provocadas por quem não leva “desaforo para casa”.

Às vezes, nós subestimamos o poder de pequenos gestos. Certamente, uma simples manifestação de bom humor ou um sorriso pode evitar uma discussão. Não peço que as pessoas parem de se indignar, pelo contrário. Mas faço um convite ao riso, ao simpático. Particularmente, nesta semana, entre os dias 8 e 12 de maio, o Serviço Social do Comércio (Sesc-DF) realizará a 11ª edição do seu festival gratuito de palhaços, no Complexo da Funarte. Venha ver um espetáculo e se deixe levar por palhaçadas honestas. Caia na gargalhada à vontade. Não servirá para quitar suas dívidas ou afastar os credores, mas aliviará a sua alma. Se possível, aproveite essa leveza no seu dia a dia. A sociedade agradece.

Adelmir Santana – Presidente da Fecomercio-DF, entidade que administra o Sesc, o Senac e o Instituto Fecomércio no Distrito Federal.

Brasília, 6 de maio de 2013.

Publicado originalmente no Jornal de Brasília 06/05/2013