GDF sanciona lei de criação do Biotic – Parque Tecnológico

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg sancionou a lei de criação do  Biotic – Parque Tecnológico durante solenidade no Palácio do Buriti, nesta terça-feira (10). A lei assinada pelo governador altera a publicada em 2002, que previa a instalação apenas de empresas ligadas às áreas de tecnologia da informação e telecomunicações e dava o nome ao local de Capital Digital. Agora, como Biotic, amplia-se o escopo do empreendimento com a possibilidade do desenvolvimento da área de biotecnologia.

parque

Rollemberg explicou que o objetivo é fazer com que a área de 1,2 milhão de metros quadrados, entre a Granja do Torto e o Parque Nacional de Brasília, agregue empresas de tecnologia, informação e comunicação, além de empresas ligadas à biotecnologia e à nanotecnologia. O governador também anunciou que a partir de agora o local será gerido por um fundo de investimento e que o edital  para inscrição das instituições financeiras que pretendem concorrer será lançado ainda nesta semana. A previsão, de acordo com a Terracap, é de que a empresa seja escolhida até o fim do mês de fevereiro.

“Hoje damos um passo importante para o desenvolvimento tecnológico do DF. Um projeto desse só será vitorioso se conseguirmos unir a iniciativa privada e o governo. É uma alegria enorme sancionar essa lei, pois sempre acreditei muito na vocação do DF para as áreas de TI”, afirmou Rollemberg. Ele disse ainda que o parque atrairá grandes empresas e institutos para desenvolver pesquisas em um ambiente tropical.

Já o secretário Adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação da Casa Civil, Marcelo Aguiar, afirmou que a assinatura da lei cria condições favoráveis para que o parque saia do papel, transformando-se em realidade. “O parque é uma oportunidade enorme de negócios que o governo colocará à disposição dos empresários da nossa cidade, e com a geração de emprego e renda aqui no DF”, disse. “A participação e o apoio dos empresários da capital do País será de fundamental importância para o sucesso da nossa empreitada. Esse parque está sendo construído baseado em modelos de sucesso. Estamos muito confiantes. É o momento da virada, pois podemos vislumbrar a sua real efetivação”, explicou. Marcelo disse ainda que a expectativa de geração de emprego no local será de 20 mil postos de trabalho diretos, só na área de TIC e 40 mil indiretos.

O presidente do Sindicato das Empresas de Serviços de Informática do Distrito Federal (Sindesei-DF), entidade da base da Fecomércio-DF, Charles Dickens disse estar confiante para que o projeto finalmente saia do papel. “Acredito que esse ato do governador é de fundamental importância. Hoje começa uma nova fase: passando da intenção para a implementação, entramos na fase da ação e a expectativa total é de que o parque saia do papel efetivamente. Já temos empresas grandes se estabelecendo no local, como a Embrapa, e os vetores estão todos direcionados para que realmente vá para frente”, acredita Dickens

Para Marco Tulio Chaparro, presidente da Câmara Temática de Tecnologia da Fecomércio-DF, pasta criada pela Federação com o objetivo de fomentar o setor, o parque deixou de ser uma demanda das empresas de tecnologia da informação e virou um desejo da sociedade brasiliense. “É a primeira vez que o governo, a iniciativa privada e a academia trabalham em conjunto em prol de um resultado. Graças a isso, acreditamos que faremos em um governo o que não foi feito nos últimos. É um projeto para o futuro de Brasília. Estamos confiantes”, disse Marco Tulio.

O presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Christian Tadeu, disse que o setor produtivo brasiliense espera por esse momento há anos. “Estamos aguardando o chamamento do governo para as empresas de TI da cidade fazerem parte de forma concreta desse projeto. Agora é hora de colher esses frutos e torcer para que tudo dê certo”, disse.

O deputado distrital Rodrigo Delmasso (PTC) disse que Brasília sempre precisou sair um pouco do eixo econômico do setor público. “Desde os anos 1990 sabíamos que um dia o setor público poderia não mais sustentar essa cidade. Uma das vocações da nossa cidade é a tecnologia. Hoje, com a assinatura da lei, vejo que Brasília está no rumo certo”, disse o deputado.

Também estiveram presentes à solenidade o superintendente da Fecomércio-DF, João Feijão; o assessor parlamentar da Federação, Athayde Passos da Hora; a advogada da entidade, Sayonara Gomes; o superintendente do Sindesei, Tiago Piu Reis; Hugo Giallanza, presidente da Associação Brasileira de Startups e Empreendedores Digitais (ASTEPS); Luiz Carlos Botelho, presidente do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon); Jamal Bittar, presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra).