Desafios à vista

por acm

Superação. Essa foi a marca do comércio em 2012. Em um ano difícil para a economia, pressionada pelo agravamento da crise europeia, o empresariado do setor conseguiu driblar os obstáculos e manteve o crescimento. Fortalecido por algumas medidas de estímulo por parte do Governo Federal, como a redução da taxa básica de juros (Selic) e a desoneração fiscal de produtos, o comércio brasileiro deve fechar o ano com um crescimento de 8,6% em relação a 2011, segundo projeções da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Para 2013, as expectativas são positivas, porém dificilmente o comércio crescerá mais do que 6,5%.

No Distrito Federal, o desempenho foi um pouco melhor do que o nacional, sobretudo pelo fato de Brasília apresentar a maior renda per capita do País e contar com um universo grande de servidores. Esses funcionários públicos detêm uma maior estabilidade no emprego e apresentam um poder de endividamento maior na hora de consumir. No acumulado do ano até novembro, o comércio brasiliense apresentou alta de 10,9% nas vendas, conforme revelou Pesquisa Conjuntural de Micro e Pequenas Empresas, realizada pelo Instituto Fecomércio. Sem sombra de dúvida, o trabalho dos empresários durante as datas comemorativas e as promoções de Natal ajudou a alcançar esse índice.

Resta saber como a relação entre inadimplência e endividamento se dará em 2013. O importante é que o governo não se concentre apenas em estimular o consumo, tendo em vista que é imprescindível incentivar mais o investimento e a produtividade. Em termos locais, é preciso reconhecer que Brasília pode se consolidar como um dos polos comerciais e de prestação de serviços mais expressivos do Brasil. Se as autoridades realmente desejam gerar emprego e renda para a popula- ção, esse é um dos eixos prioritários de desenvolvimento econômico a ser incentivado.

Adelmir Santana – Presidente do Sistema Fecomercio-DF

Brasília, 21 de janeiro de 2013

Publicado originalmente no Jornal de Brasília 31/12/2012