Com participação da Fecomércio, Fórum Prêmio Engenho de Comunicação debate papel da imprensa

O Papel da Imprensa na Sociedade Democrática foi o tema do Primeiro Fórum Prêmio Engenho de Comunicação, aberto nesta terça-feira (16), no Iesb da Asa Norte. Jornalistas e representantes de entidades, como a Fecomércio, a Associação Comercial do DF e a Controladoria-Geral da União (CGU), debateram características do jornalismo nas mídias sociais e o perigo de uma informação falsa se alastrar em minutos. Também foi discutida a importância da ética profissional e da credibilidade dos veículos de comunicação. O fórum foi organizado pela agência Engenho Criatividade & Comunicação, que também é responsável pelo Prêmio Engenho de Comunicação – O Dia em que o Jornalista Vira Notícia.

2017-05-16- Adelmir Foorum premio engenho no Iesb-22 (1)

A idealizadora do fórum e do prêmio, jornalista Kátia Cubel, destacou que a ideia de debater o papel da imprensa em uma faculdade é poder compartilhar a experiência de profissionais da cidade com jovens estudantes de comunicação. Kátia afirmou que essa discussão é mais um passo para o culto de valores do jornalismo, que são: liberdade de expressão, transparência, cidadania e democracia. “Temos que reforçar a ética em todas as áreas profissionais, sobretudo na comunicação, considerada um grande megafone que atinge a sociedade como um todo”, disse.

O presidente da Fecomércio, Adelmir Santana, fez parte da mesa do fórum e destacou o importante papel da imprensa na formação de opinião e lembrou da necessidade da obrigação do jornalista de checar sempre a veracidade do fato. “Com o advento das mídias sociais, todos viram comunicadores, aí que entra um grande risco: a questão da reputação de entidades e figuras públicas. Todos nós construímos uma reputação ao longo da vida e muita das vezes algumas notícias falsas são compartilhadas nas mídias sociais e isso é o bastante para destruir toda uma história construída em uma vida”, afirmou Adelmir. Segundo ele, por esse motivo, é necessário que os jovens tenham a preocupação ética e moral de buscar sempre a veracidade da informação.

A jornalista Patrícia Blanco destacou que se houver uma disseminação de notícias falsas contaminando a imprensa pode acontecer um retrocesso na liberdade de expressão. “É fundamental que todos nós cidadãos também nos engajemos nessa luta contra as notícias falsas. Essas noticias mentirosas acabaram tomando uma dimensão muito ampla, principalmente a partir das redes sociais. Quando esse tipo de notícia viraliza, se transforma em um rastilho de pólvora, que é compartilhado milhares de vezes. Essas informações erradas acabam destruindo pessoas de bem e acabando com reputações”, disse.

A conceituada editora de Opinião do Correio Braziliense, Dad Squarisi, também foi uma das convidadas e disse que a comunicação está vivendo tempos de reviravoltas. Ela ressaltou que hoje o jornalista deve estar cada vez mais comprometido com a verdade e com a apuração dos fatos, porque se não for feito assim o profissional da comunicação acaba se igualando aos bilhões de editores que estão na internet. “Hoje, o leitor está afogado em informações, com o mundo ao alcance de um clique, e acaba por não questionar sua fonte, apenas compartilha”, acredita Dad. “Seja no impresso ou no digital, alguém é responsável por aquilo que se diz, a credibilidade é uma das maiores honras do profissional da comunicação. Se abdicarmos de correr atrás do fatos, os jornalistas irão se igualar aos editores que estão na internet”, afirma.

O ministro da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União, Torquato Jardim, analisou que com a rapidez da notícia em um mundo globalizado a mídia acaba primando pela competição e não pela qualidade. “Hoje, a competição de ser o primeiro em dar a notícia, acaba excluindo a fase de análise e reflexão dos fatos”, afirmou o ministro. No mesmo sentido, o presidente da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), Cléber Pires, enfatizou o papel importante da imprensa em transmitir para o público ações que estão sendo feitas por entidades e pelo governo para a população.

Por fim, o advogado Marcus Vinicius Furtado, ex-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ressaltou a temática do evento ao apontar que não há democracia sem liberdade de imprensa, e a própria historia assim demonstra. “O primeiro ato de uma ditadura e de um governo autoritário é o de fechar todos os jornais e acabar com a imprensa. As ditaduras não convivem com a diversidade. A imprensa tem a voz da sociedade, por isso, é importante buscar a verdade, ouvir o outro lado, esse é o principal fundamento ético de um bom jornalista, não buscar escrever a sua versão dos fatos, mas sim buscar escrever os fatos como apurados”, ressaltou.

 

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