Com apoio da Fecomércio, associação do DF atua para dar transparência aos gastos do governo

O presidente do Observatório Social de Brasília, Antonio Barros, falou um pouco sobre a atuação da entidade e a importância da transparência nos gastos públicos durante a reunião mensal de diretoria da Fecomércio, realizada nesta terça-feira (25). A associação sem fins lucrativos é mantida por uma série de parceiros, entre eles a própria Federação do Comércio. Antonio Barros destacou que os principais objetivos da instituição são o de contribuir para que haja maior transparência na gestão pública, fomentar o controle social dos gastos públicos, promover a educação fiscal e incentivar a atividade de micro e pequenas empresas no Distrito Federal, por meio da democratização das compras públicas.

“Os observatórios sociais são associações civis, totalmente apartidárias, formadas por cidadãos e entidades unicamente interessados em contribuir para o bom uso dos recursos públicos. Nós auxiliamos os governos a realizarem suas funções, evitando desvios e promovendo a eficiência nos gastos”, destacou o presidente do Observatório. Atualmente, existe uma rede de observatórios por todo o Brasil. As associações estão presentes em mais de 100 cidades, de 21 estados. No DF, a Fecomércio é parceira da instituição há dois anos. “O observatório é uma organização que está focada na transparência, estamos juntos com eles e atentos a administração pública. Estamos certo de que o trabalho do observatório é muito relevante, na verdade o mundo exige de nós que estejamos abertos a todas as informações”, acrescentou o presidente da Fecomércio, Adelmir Santana.

Durante sua fala, Antonio Barros, falou sobre o trabalho que o observatório faz na Câmara Legislativa e no GDF. Segundo ele, a Câmara tem um orçamento de R$ 600 milhões por ano. “Isso significa que se a Câmara executar todo esse orçamento, que é quase um valor maior do que o orçamento de 97% dos municípios brasileiros, os 24 deputados do DF serão as pessoas mais bem tratadas pelo Estado brasileiro. Nada contra a produção legislativa, e a produção dos deputados, mas nós não podemos coadunar com uma Câmara que custa 600 milhões e que tem 70% da sua produção legislativa considera inconstitucional”, ressaltou. “Nosso propósito não é falar mal, nós somos parceiros, queremos que a Câmara trabalhe melhor, que produza melhor, e que traga efeitos mais benéficos para a sociedade”, concluiu.

Antonio também revelou aos diretores da Fecomércio sobre os gastos da CLDF com publicidade, que têm crescido significativamente desde 2014. Naquele ano, o montante para essa finalidade foi de R$ 11,57 milhões. Em 2015, chegou a R$ 24,92 milhões. E em 2016 foi cerca de R$ 26 milhões.