CNC projeta queda de -1,3% para serviços em 2017

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que o volume de receitas do setor de serviços recuou 2,2% em janeiro deste ano, na comparação com dezembro do ano passado – o pior resultado em comparativos mensais com ajustes sazonais desde o início da pesquisa em 2012.

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O recorde negativo de janeiro foi claramente influenciado pela forte retração no volume de receitas dos serviços profissionais administrativos e complementares (-14,5% ante dezembro) e, mais especificamente, pela variação da receita real na prestação de serviços técnicos profissionais (-17,2%), atividades que englobam serviços de engenharia, arquitetura, contabilidade, jurídicos, dentre outros. Por outro lado, destacou-se positivamente o aumento nas receitas com serviços de informação e comunicação, que voltaram a crescer (+5,0%) após quatro meses, certamente em decorrência da maior deflação dentre os cinco grupamentos de atividade (-0,8%), a maior variação negativa neste segmento desde julho de 2014 (-1,1%).

Para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o maior grau de dependência das condições internas por parte do setor de serviços deverá contribuir para retardar a reativação do nível de atividade do setor após dois anos de perdas (-3,6% em 2015 e -5,0% em 2016). Dessa forma, mesmo considerando um cenário mais favorável do ponto de vista do comportamento dos preços e do custo dos investimentos, a CNC projeta variação no volume de receitas do setor de -1,3%, em 2017. “Mesmo respondendo por quase metade do emprego formal do País, ou seja, 44% do total, a recuperação do segmento está distante da recuperação. O ritmo de atividade econômica no setor terciário ainda se encontra distante, uma vez que, na comparação com janeiro do ano passado, a retração de 7,3% foi a vigésima primeira consecutiva nessa base comparativa e a maior perda de volume de receita desde outubro do ano passado, quando foi registrada queda de 7,9%”, pontua Fabio Bentes, economista da Confederação.