BRASILIENSES OPTAM POR PAGAMENTO À VISTA NO MÊS DE JULHO

As vendas do comércio tiveram um crescimento tímido de 0,11% em julho na comparação com junho e na análise com o mesmo período do ano passado cresceram apenas 0,06% (jul 2017/ jul 2016). Já as vendas do setor de serviços tiveram redução de -3,13% na comparação mensal (jul 2017/jun 2017). O segmento do comércio que mais contratou foi de Minimercados, Mercearias e Armazéns, com crescimento de 15,66% no quadro de funcionários. Em contrapartida, o que mais demitiu foi o de Cosméticos e Perfumaria (-9,02%). É o que mostra a Pesquisa Conjuntural de Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal, realizada pelo Instituto Fecomércio com apoio do Sebrae, em 900 empresas de 26 segmentos.

O presidente da Fecomércio, Adelmir Santana, explica que entre os 26 segmentos pesquisados, 14 tiveram variação negativa de vendas, ou seja, 53,85% dos segmentos avaliados tiveram redução de faturamento. “Em relação as vendas no comércio varejista por região apenas a macrorregião que engloba o Gama, Recanto das Emas, Riacho Fundo e Santa Maria apresentaram índice positivo em julho deste ano, na ordem de +5,03%. Esse movimento sugeriu uma presença maior de consumidores nesse período nas regiões, podendo ser o próprio período de férias”, aponta Adelmir.

Ainda segundo ele, nas compras de comércio e serviços, o destaque em julho ficou para o pagamento à vista (dinheiro), com 32,33% das aquisições, seguido pelo pagamento no cartão (débito) com 22,34%, que juntos acumularam um índice de 54,67% da preferência do consumidor por compras à vista. “Esse índice indica mais um mês de esgotamento dos limites de crédito e endividamento em um cenário ainda de crise com redução do poder de compras e restrição de créditos”, completa o presidente da Fecomércio.

Vendas por segmento

Os segmentos que apresentaram crescimento nas vendas no setor de comércio foram: Ótica (7,09%); Livraria e Papelaria (3,45%); Autopeças e Acessórios (2,42%); Minimercados, Mercearias e Armazéns (2,17%); Móveis (1,82%); Farmácia (1,61%); Calçados (1,24%); Suprimento de Informática (0,80%) e Artigos de Armarinho, Suvenires e Bijuterias (0,33%). Já os que apresentaram queda nas vendas foram: Joalheria (-9,14%); Comércio Varejista de Bebidas (-3,53%); Cosméticos e Perfumaria (-2,92%); Padaria e Confeitaria (-1,24%); Cama, Mesa e Banho (-0,92%); Ferragens e Ferramentas (-0,89%); Vestuário e Acessórios (-0,53%) e Material de Construção (-0,26%).

No setor de serviços, os segmentos que apresentaram crescimento nas vendas em julho foram: Promoção de Vendas (14,30%); Atividade de Contabilidade (3,76%) e Sonorização, Fotografias e Iluminação (1,91%). Os que apresentaram queda foram:  Bares, Restaurantes e Lanchonetes (-8,70%); Manutenção e Serviços para TI (-6,78%); Organização de Feiras, Congressos e Festas (-5,21%); Cabeleireiros (-2,58%); Capacitação e Treinamento (-2,37%) e Atividades de Condicionamento Físico (-1,93%).

Pesquisa Conjuntural

A Pesquisa Conjuntural procura acompanhar, de forma sintética e sistemática, o quadro evolutivo das atividades do Comércio Varejista e de Serviços de Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal. Os indicadores aferidos auxiliam na identificação dos segmentos que apresentaram melhor e pior desempenhos, assim como os fatores macroeconômicos que influenciam a economia local, dando um olhar técnico, porém com a subjetividade inerente a quem conhece e vive a realidade do mercado do DF.