As vendas do comércio brasiliense registraram pequena queda de -0,83% em abril de 2018 na comparação com março. As vendas do setor de serviços também tiveram uma leve queda de -0,63% na mesma comparação. É o que mostra a Pesquisa Conjuntural de Micros e Pequenas Empresas do Distrito Federal, realizada pelo Instituto Fecomércio com o apoio do Sebrae.

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O presidente da Fecomércio, Adelmir Santana, explica que dentre os 29 segmentos pesquisados, 20 tiveram variação negativa de vendas, ou seja, 68,97% dos segmentos avaliados tiveram redução de faturamento. Consolidando os últimos 12 meses, como período de análise, observa-se um índice acumulado negativo medido em -8,86% (comércio e serviços). “Observamos que o comportamento dos setores, apesar do índice negativo, continua no cenário de estabilidade ao longo dos últimos três meses, o que nos permite fazer uma projeção positiva para o primeiro semestre de 2018”, avalia Adelmir. “No entanto, com o calendário recheado de eventos, eleições e feriados emendados, o setor de varejo poderá enfrentar um segundo semestre de cautela, pelo menor número de dias úteis, o que pode comprometer algumas vendas a partir de junho”, concluiu.

Os segmentos do comércio que registraram crescimento nas vendas em abril de 2018 foram: Padaria e Confeitaria (6,63%); Suprimento de Informática (2,85%); Auto peças e Acessórios (2,54%); Cama, Mesa e Banho (2,15%); Cosméticos e Perfumaria (1,37%); e Farmácia (0,85%). Entre os segmentos que registraram queda nas vendas estão: Livraria e Papelaria (-13,27%); Artigos de Armarinho, Suvenires e Bijuterias (-11,86%); Ótica (-5,98%); Joalheria (-4,25%); Vestuário e Acessórios (-3,93%); Comércio Varejista de Bebidas (-3,19%); Minimercados, Mercearias e Armazéns (-1,70%); Material de Construção (-1,42%); Calçados (-0,82%); Móveis (-0,81%); e Ferragens e Ferramentas (-0,04%).

No setor de serviços, os segmentos que tiveram crescimento nas vendas em abril foram: Vidraçaria (15,33%); Capacitação e Treinamento (3,47%); e Atividade de Contabilidade (0,98%). Os segmentos que apresentaram queda em abril foram: Organização de Feiras, Congressos e Festas (-6,70%); Bares, Restaurantes e Lanchonetes (-4,68%); Pet Shop (-3,95%); Promoção de Vendas (-2,40%); Sonorização, Fotografias e Iluminação (-1,93%); Manutenção e Serviços para TI (-1,25%); Cabeleireiros (-0,63%); Atividades de Condicionamento Físico (-0,61%); e Manutenção de Veículo (-0,06%).

Nas compras dos setores de Comércio e Serviços, o destaque em abril ficou para as vendas à vista com 29,21% de preferência do consumidor e débito com 20,92%, que juntos acumularam um índice de 50,13% de compras à vista, indicando mais um mês de endividamento num cenário ainda de crise, com redução do poder de compras e restrição de créditos.

Inovação no varejo

Os lojistas também foram entrevistados com relação ao tema “Inovação no varejo”, respondendo a questão “Considerando as tendências de inovação do varejo, indique até 3 itens que melhor expressam suas expectativas de inovações para seu estabelecimento no futuro?”. A maioria, 45,2% dos entrevistados, indicou em primeiro lugar, a intenção de inovar com oferta de produtos e serviços personalizados ao cliente, seguido de 34,6% das intenções para a oferta de mix de produtos mais diversos, e 30% das intenções para a promoção de experiência criativa ao consumidor. Tais respostas indicam que os lojistas acreditam numa relação com maior experiência ao consumidor devendo ser motivo e oportunidade de atenção para apoio de consultorias específicas, tanto de tecnologia, quanto de marketing e atendimento ao cliente.